PROJETOS DE EXTENSÃO – Faculdades Pequeno Príncipe

PROJETOS DE EXTENSÃO

Dia Mundial da Saúde

Introdução

Os Projetos de Extensão desenvolvem-se por meio de política de contínuo aperfeiçoamento técnico-científico e envolvem diferentes ações entre o ensino, a pesquisa e a extensão de forma a propiciar a inter-relação solidária das atividades, priorizando as necessidades da sociedade e fomentando o exercício da cidadania.
Objetivos:

a. Contribuir para a formação do discente e do docente por meio da ampliação das experiências do processo ensino-aprendizagem;
b. Fortalecer a integração de ensino – serviço – comunidade envolvendo docentes, discentes e profissionais dos distintos cenários de prática;
c. Desenvolver ações voltadas aos interesses da sociedade, objetivando o desempenho solidário em diferentes contextos de atuação e promovendo a inter-relação da teoria com a prática; e
d) Desenvolver a consciência social, política e ética no desenvolvimento das ações junto à comunidade.

Os Projetos de Extensão ocorrem em fluxo contínuo.
PROJETO DE EXTENSÃO MULHER SAUDÁVEL: PREVENÇÃO DO CÂNCER DE COLO UTERINO E MAMA

mulhersaudavelPROFESSORES RESPONSÁVEIS
Prof.ª Me. Adriana Cristina Franco
Profª. Dra. Ivete Palmira Sanson Zagonel
Prof.ª Me. Luiza Tatiana Forte

CURSOS ENVOLVIDOS
Curso de Biomedicina
Curso de Enfermagem
Curso de Farmácia
Curso de Psicologia

CONTEXTUALIZAÇÃO:
Esse projeto efetiva a articulação entre as Faculdades Pequeno Príncipe (FPP) e a instituição hospitalar, Hospital Pequeno Príncipe – HPP, do Complexo Pequeno Príncipe, e conta com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR).

Sabendo-se que maioria dos trabalhadores do Hospital Pequeno Príncipe é do sexo feminino, aliada à necessidade de efetivar ações que privilegiem a mulher trabalhadora para o cuidado à saúde, além de desenvolver um locus de aprimoramento aos estudantes do curso de Enfermagem, é que surgiu essa proposição.

Os resultados serão notados a médio e longo prazo, porém, o impacto será imediato, pois vai conscientizar especialmente as mulheres a cuidar de sua própria saúde.

O câncer de colo do útero é o segundo mais comum entre mulheres no mundo, sendo responsável, anualmente, por cerca de 471 mil casos novos e pelo óbito de, aproximadamente, 230 mil mulheres por ano.  A incidência do câncer de colo de útero torna-se evidente na faixa etária de 20 a 29 anos e o risco aumenta rapidamente até atingir seu pico, geralmente, na faixa etária de 45 a 49 anos. Quase 80% dos casos novos ocorrem em países em desenvolvimento nos quais, em algumas regiões, é o câncer mais comum entre as mulheres (BRASIL, 2005).

Em países desenvolvidos, a sobrevida média estimada em cinco anos varia de 59% a 69%. Nos países em desenvolvimento, os casos são encontrados em estágios relativamente avançados e, consequentemente, a sobrevida média é de cerca de 49% após cinco anos. A média mundial está estimada em 49%

O principal agente responsável por esse câncer é o vírus do papiloma humano, transmitido sexualmente, sendo mais frequente em mulheres com iniciação sexual precoce e com múltiplos parceiros. Outros fatores são o tabagismo e o uso de anticoncepcionais orais. É estimado que uma redução de cerca de 80% da mortalidade por este câncer pode ser alcançada através do rastreamento de mulheres na faixa etária de 25 a 65 anos com o teste de Papanicolau.

Para tanto é necessário submeter, ao rastreamento, as mulheres com até 49 anos, apenas uma vez a cada três anos e a cada cinco anos para mulheres entre 50 e 65, além de garantir a organização, integralidade e a qualidade do programa de rastreio (BRASIL, 2005).

OBJETIVOS
• Implantar e implementar a Consulta de Enfermagem através do Programa Mulher Saudável, com ênfase na prevenção e detecção precoce de câncer de colo uterino e de mama das mulheres trabalhadoras em instituição hospitalar de Curitiba;

  • Identificar o perfil das mulheres trabalhadoras em relação aos resultados do exame preventivo de Papanicolau e de mama com o objetivo de propor ações educativas de prevenção e promoção  à saúde; e
  • Subsidiar estudos e pesquisas de graduação nas áreas de Enfermagem, Farmácia e Biomedicina, que envolvem a temática saúde da mulher.

PROJETO DE EXTENSÃO EDUCAR PARA PREVENIR
PROFESSORES RESPONSÁVEIS
• Profª. Me. Leide da Conceição Sanches
• Profª. Dra. Maria Cecília da Lozzo Garbelini
• Profª. Me. Thereza D’Espíndula

CURSOS ENVOLVIDOS
Curso de Biomedicina
Curso de Enfermagem
Curso de Farmácia
Curso de Psicologia
CONTEXTUALIZAÇÃO
Esta proposta de trabalho surgiu da nossa inquietação diante da maneira como nos comportamos ao nos depararmos com temas emergentes em saúde, incluindo as questões ambientais, quando estas influenciam e até mudam a nossa rotina.
Muitas indagações surgem decorrentes das reações das pessoas e de grupos sociais, ante a gama de informações disponíveis, sejam informações técnicas, sejam estas meras especulações ou até contraditórias, o que nos leva, digamos, a tomar uma atitude, transformando nossas críticas em pequenas práticas com o intuito de levar informações que possam contribuir no processo de conscientização sobre os problemas de saúde.

Concomitantemente ao desenvolvimento rápido das tecnologias em saúde, dos controles das doenças infecciosas e das melhorias das condições sanitárias, temos nos deparado com alterações das condições ambientais, contribuindo para o reaparecimento de algumas doenças supostamente erradicadas no passado, o que nos remete à doença como um processo social e culturalmente construído. Isto nos leva a pensar, não em doença em si, mas em processo saúde-doença, pela evidência de seu caráter sociocultural. Deparamo-nos frequentemente com algumas práticas em saúde claramente capazes de aplicar altas e complexas tecnologias, ao mesmo tempo em que somos capazes de conviver com as chamadas doenças da civilização como, por exemplo, malária, dengue, má nutrição e todas as suas complicações.

Estes são alguns dos questionamentos que nos instigaram e nos impulsionam a realizar este trabalho, pois acreditamos que a conscientização se dá de forma muito eficaz por meio da educação, e por isso propomos uma educação em saúde, com o objetivo de trabalhar cada questão a ser proposta de forma adequada, contextualizando-as. A orientação que levamos é, portanto, uma ampla visão da doença, que vai desde sua natureza até a sua distribuição e disseminação – o que é, como surgiu, em que contexto, a quem atinge e o porquê.

Também é fundamental a maneira como foi levado o conhecimento ao nosso público em questão, e desta forma faz parte deste processo também a nossa formação contínua, enquanto profissionais de saúde e nossa relação com a sociedade, pois sabemos que na sociedade moderna as relações sociais são distintas das relações do passado. Isto significa que temos que ter consciência que na sociedade moderna, globalizada, o conhecimento perito, não é mais localizado, mas se encontra dentro dos mecanismos de desencaixe, usando a expressão de Anthony Giddens, ou seja, o dinamismo com que os problemas podem surgir, ressurgir ou se modificar é assustador, o que tira o problema das mãos do técnico ou perito, ou de grupos específicos e o desloca para um sistema global. Tanto os recursos quanto os serviços técnicos, de acordo com Giddens, “já não estão mais sob o controle local e não podem, portanto, ser localmente reordenados no sentido de irem ao encontro de contingências inesperadas, e há o risco de que o mecanismo como um todo possa emperrar, afetando assim a todos que comumente fazem uso dele (GIDDENS, 1991, 128).

Um exemplo que devemos levar em conta hoje na questão tempo-espaço, na sociedade moderna, é a forma como atualmente uma epidemia pode surgir ou ressurgir e de forma rápida e progressiva. Tal situação pode ameaçar globalmente a sociedade. O exemplo da aids é interessante, e pode nos dar o quadro de algumas diferenças e semelhanças de epidemias do passado, que são, segundo Nunes e Castelhanos, “menos fatal, ser mais lento o tempo de latência entre a infecção e o eventual desenvolvimento da doença, o aparecimento de um novo ator, o soropositivo, a possibilidade de desenvolver um processo de cronificação, a necessidade de reordenação da vida sexual e, sobretudo, ter suscitado o aparecimento de grupos de apoio” (NUNES, CASTELLANOS, 2005, 366).

Este rápido quadro sobre a Aids, como um exemplo de epidemia moderna, é apenas para apresentarmos um indicativo da importância da mudança de paradigmas no processo de educação para a saúde, e por isso não se trata mais de trazer informações apenas técnicas, mas contextualizadas socialmente, envolvendo desde as questões de sexualidade até os atores sociais envolvidos na luta contra o HIV/Aids, desde os portadores do vírus até os grupos de apoio que culminam hoje nas chamadas ONGs HIV/Aids. Como vemos, os problemas não são mais locais, mas globalizados.

Dessa forma, “pensar globalmente, agir localmente” não pode mais ser um conceito norteador somente do movimento ambientalista, mas deve abranger reflexões e ações que envolvam a proteção da saúde humana. Como profissionais da área de saúde, levamos a um número maior de cidadãos o fato de que as relações que o homem estabelece em seu ambiente podem agir de forma determinante sobre a saúde individual e coletiva e que a degradação ambiental é uma ameaça à saúde e ao bem-estar social. “O enfoque tradicional da saúde pública atual se combina com os modernos conceitos da interdependência da saúde com os fatores ambientais, o qual podemos denominar de saúde ambiental” (BRILHANTE, 1999, p. 13). É impossível ter corpo são e mente sã em um ambiente degradado e comprometido pela poluição ambiental.

É dentro deste contexto e perspectivas que desenvolvemos este trabalho com alunos de ensino fundamental e médio e com grupos específicos em unidades de saúde. A escolha, não por acaso do ensino fundamental e médio, foi pelo propósito que tivemos de um dos elementos básicos de nosso trabalho que se deu – de jovem para jovem – porque entendemos que este foi um facilitador do processo educação em saúde. Isto também foi uma via de mão dupla, pois possibilitou uma formação aprofundada de nossos próprios discentes, futuros profissionais de saúde, envolvidos neste projeto.

OBJETIVO GERAL:
• Promover a educação em saúde com base em temas atuais como justificada acima, levando o conhecimento em saúde nas escolas de ensino fundamental e médio, por meio de atividades desenvolvidas por acadêmicos da Faculdades Pequeno Príncipe.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
• Preparar acadêmicos dos cursos de Farmácia, Biomedicina, Enfermagem e Psicologia por meio de reuniões periódicas que ocorreram no contraturno do horário das aulas, para, de forma simples e lúdica, levar informações básicas sobre questões emergentes em saúde para alunos (as) das escolas propostas;
• Levar informações que possam influenciar mudanças de comportamentos/hábitos por meio da conscientização de que isto pode prevenir doenças e, em situações específicas, preservar o meio ambiente. Este foi mais um degrau para a construção da cidadania.
• Promover a educação em saúde com base em temas atuais como justificada acima, levando o conhecimento em saúde nas escolas referente aos temas: H1N1, e DSTs aplicados em escola de ensino fundamental e médio localizados na região metropolitana por meio de atividades desenvolvidas por acadêmicos da Faculdades Pequeno Príncipe.

PROJETO DE EXTENSÃO “GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS HOSPITALARES – PEGRSH”

Professores responsáveis:

  • Prof.ª. Mda. Débora Maria Vargas Makuch (coordenação didático-pedagógica) – FPP
  • Prof.ª. Mda. Juliana Ollé Mendes da Silva – FPP

Coordenação do Projeto:

  • Prof.ª Dra. Ivete Palmira Sanson Zagonel – Diretora Acadêmica da FPP.
  • Dra. Daisy E.J. Schwarz – Vice-diretora de Manutenção e Serviços do HPP
  • Rita Aparecida da Silva- Coordenadora de Hotelaria do HPP

Cursos envolvidos:

  • Biomedicina,
  • Enfermagem,
  • Farmácia,
  • Medicina,
  • Psicologia

CONTEXTUALIZAÇÃO

O descarte inadequado de resíduos tem produzido passivos ambientais capazes de colocar em risco e comprometer os recursos naturais e a qualidade de vida das atuais e futuras gerações. Os Resíduos dos Serviços de Saúde (RSS) se inserem dentro dessa problemática e vêm assumindo grande importância nos últimos anos.

Nesse sentido, o Projeto de Extensão “Gestão de Resíduos Sólidos Hospitalares”, desenvolvido pela Faculdades Pequeno Príncipe em parceria com a Diretoria de Manutenção e Serviços do Hospital Pequeno Príncipe, com apoio da Fundação Araucária, visa minimizar o impacto do descarte inadequado de resíduos hospitalares no Hospital Pequeno Príncipe, contribuindo para o cumprimento das legislações vigentes, por meio de conscientização da equipe de saúde e demais pessoas que circulam no ambiente hospitalar.

Esse projeto de extensão é abrangente e teve início com ações no HPP. A continuidade das atividades será desenvolvida na FPP e no IPP.

A participação de docentes da instituição, colaboradores do Hospital e acadêmicos de graduação, se constitui em uma experiência muito valiosa. A inserção do estudante em cenários de prática oportuniza, entre outras coisas,  compartilhar conhecimentos adquiridos na academia, conhecer uma realidade diversa da sala de aula, aproximar-se do contexto hospitalar com temática atual e de grande impacto para a sociedade e meio ambiente, além de agregar conhecimentos e atitudes de cidadania e solidariedade.

O projeto conta com estudantes bolsistas com dedicação de 12 horas semanais e com estudantes extensionistas (voluntários) com dedicação de 4 horas semanais. As atividades dos voluntários são realizadas às segundas, terças e quartas-feiras, no período da manhã ou tarde (de acordo com turno de seu curso), em local definido e em sistema de rodízio.

OBJETIVOS

  • Realizar diagnóstico situacional do conhecimento da equipe de saúde, familiares, clientes e colaboradores do Hospital Pequeno Príncipe, acerca do descarte de resíduos sólidos hospitalares;
  • Promover a sensibilização por meio da educação continuada em saúde, da equipe de saúde, familiares, clientes e colaboradores do Hospital Pequeno Príncipe, acerca do descarte de resíduos sólidos hospitalares, a partir do diagnóstico situacional;
  • Avaliar a mudança de comportamento da equipe de saúde, familiares, clientes e colaboradores do Hospital Pequeno Príncipe sobre a gestão de resíduos sólidos hospitalares, contribuindo para a preservação ambiental;
  • Planejar também ações de educação em serviço na Gestão de Resíduos de forma setorizada. Preparar o material para a Educação em Serviço, instrumentalizando o grupo de estudantes, bolsistas e extensionistas. Executar as ações planejadas e avaliar o impacto destas no cotidiano da equipe de saúde da instituição.