FPP e Corpo de Bombeiros se unem no combate ao afogamento – Faculdades Pequeno Príncipe

FPP e Corpo de Bombeiros se unem no combate ao afogamento

Junto com o verão e as altas temperaturas chega também a preocupação com os casos de afogamentos. Afinal, o calorão é um convite para que os banhistas se refresquem no mar e em rios, mas também em locais impróprios para o banho como as cavas.

Atenta a este cenário e, principalmente, à importância de alertar a população com relação a este perigo, a Faculdades Pequeno Príncipe patrocinou a produção de alguns materiais que estão sendo utilizados pelo Corpo de Bombeiros do Paraná durante a Operação Verão deste ano. Painéis com orientações claras e objetivas sobre as principais demandas dos oficiais foram instalados em pontos estratégicos do nosso litoral: Hospital de Matinhos, Hospital de Paranaguá, Pronto Socorro de Shagrilá, Base do Samu em Paranaguá e Pronto Socorro de Guaratuba. Além do Quartel do Corpo de Bombeiros, base da Operação Verão do Paraná, em Matinhos.

Os painéis contêm informações sobre: Classificação e Tratamento do Afogado, Ressuscitação Dentro da Água, Incidente com Água-Viva e Caravela, Protocolos de Mau Tempo, Comunicação Via Rádio e Pouso de Helicóptero na Areia. Os oficiais também podem ter acesso a essas informações por meio dos cards que foram entregues no início da Operação.

Para Cristiane Hayashi, coordenadora de Marketing da FPP, a iniciativa contribui para um verão mais seguro para todos. “O objetivo da FPP é ajudar a diminuir os índices de afogamento através de ações de prevenção, com informações a sociedade, aliadas a ações com a equipe do Corpo de Bombeiros, que está a frente nestes salvamentos.Nosso papel é ajudar a corporação a cumprir o seu tão importante papel que é o de salvar vidas, e que está em consonância a nossa missão”, disse.

“A iniciativa de apoiar o corpo de bombeiros na operação verão surgiu de uma conversa com o Prof. João Claudio Campos Pereira, Professor de Medicina da FPP e Diretor Médico do SAMU Litoral, que nos contou sobre o intenso trabalho de todas as equipes envolvidas na operação para salvar vidas de vítimas de afogamento. Um trabalho importantíssimo, pois os números são alarmantes, um exemplo é que a segunda maior causa de morte de crianças de 1 a 4 anos de idade por trauma, é o afogamento”, complementa Cristiane.

Além dos materiais visuais também foram entregues 60 lycras para o projeto Surf Salva, que capacita surfistas para que possam auxiliar os Guarda-Vidas no atendimento de vítimas. “A Operação Verão termina oficialmente no dia 1°de março, então boa parte dos postos de guarda-vidas serão fechados, consequentemente reduzindo o número do nosso efetivo. Por tanto, a presença destes surfistas é fundamental”, afirma o Major Jonas Benghi Pinto.

Operação Verão 2020

Desde o início da Operação foram registrados quatro afogamentos no nosso litoral. Os números mostram uma queda nas ocorrências deste tipo em relação ao mesmo período de 2019, num comparativo houve uma queda de 70% no número de mortes por afogamento no primeiro mês de operação. O estado vem na contramão do restante do país, os números de afogamentos em estados como Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo, por exemplo,  já são três vezes maior do que a média de todo o ano passado.

Menor tempo de exposição e maior conscientização por parte da população estão entre os fatores que, segundo o Major, justificam essa redução. Além disso, neste ano o Batalhão da Polícia Militar de Operações Aéreas promoveu algumas novidades operacionais visando a redução no número de ocorrências, como heliponto próprio e rampa de acesso ao Pronto Socorro de Matinhos.

Neste ano também foram realizadas operações noturnas, as ações estão sendo realizadas de sexta-feira a domingo em eventos com grande concentração de pessoas. As decolagens partem de três locais pré-estabelecidos nos municípios de Matinhos, Guaratuba e Paranaguá. “O voo noturno é essencial para o serviço de emergência, visto que não existe hora certa para a ocorrência que necessite de intervenção de equipe especializada”, afirma Tenente e Relações Públicas da Operação, Maikon Correa.

Para o diretor médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do litoral e docente da FPP, João Cláudio Campos, neste primeiro momento os voos noturnos estão funcionando como um “teste” para as próximas operações. “Esse serviço é relevante, pois existe a necessidade de darmos suporte à população, também neste período. Durante a noite o trabalho exige mais atenção pelas diferenças operacionais. Nosso primeiro plantão noturno foi bem sucedido e estudaremos a possibilidade de realizar esse trabalho noturno no próximo ano”, explica.